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Os guarapuavanos falam quais são suas reivindicações durante a maior manifestação popular que a cidade já viu em toda sua história. Movimentos sociais, sindicatos e entidades estudantis assinam carta coleti

26 de Junho de 2013 às 00:48:11

Manifestação reúne mais de sete mil pessoas e movimentos assinam carta por melhorias no transporte coletivo


Depois de sábado (22), outras manifestações já estão programadas para esta semana, uma delas nesta terça-feira (25), na Câmara Municipal






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Confira na reportagem de Luan Chagas. Para ouvir, clique no player.

O Vem Pra Rua! Acorda Guarapuava entrou para a história de atos públicos da cidade nos últimos anos com mais de cinco mil pessoas no último sábado (22). Assim como em todo país, cartazes com diversas reivindicações coloriram a cidade. Manifestações contra a corrupção e por melhorias nos serviços públicos municipal, estadual e nacional passearam pela Praça Cleve, Rua XV de Novembro, Prefeitura e Terminal da Fonte.

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Os movimentos sociais ainda assinaram uma carta escrita pelo Movimento Passe Livre pedindo melhorias no transporte público da cidade, como a adequação do terminal a lei de acessibilidade e o congelamento da tarifa do transporte coletivo para o valor de R$ 2,20 relativo a cobrança de 2010.

E depois do sábado, outros atos já estão programados, como para esta terça-feira (25), às 18h na Câmara Municipal.

A carta do Movimento Passe Livre lida e assinada por diversos movimentos sociais apresentada no último sábado (22), será entregue aos vereadores de Guarapuava, além de protocolada na Prefeitura Municipal. Entre os pedidos da carta estão o congelamento da tarifa em R$ 2,20, valor praticado em 2010, o fim do monopólio, a política clara de subsídios e a acessibilidade no terminal da fonte. Outras manifestações devem seguir acontecendo na cidade, uma delas está programada para esta terça-feira (25), às 18h na Câmara Municipal com mais de 300 pessoas já confirmadas no evento no Facebook.

Confira os principais pontos pedidos na carta do Movimento Passe Livre:

1. O congelamento permanente da tarifa, no valor ANTERIOR ao aumento.

Para o valor de R$2,20 cobrado no ano de 2010. Esse valor é perfeitamente factível, devido às isenções tributárias que, evidentemente, não foram repassadas aos usuários. Sabemos que Guarapuava tem condições de diminuir ainda mais o valor da tarifa, pois ainda está no limite mínimo (R$0,10), havendo a possibilidade de maior redução e congelamento.

2. Uma política CLARA de subsídios.

O MPL junto com a UGAN e o Observatório Social pediam transparência e disponibilização das tabelas de gastos e custos da empresa Pérola do Oeste, a fim de demonstrar publicamente como eram feitos os reajustes e os cálculos das tarifas. Tivemos acesso apenas as planilhas referentes ao último reajuste (R$2,50), as quais não mostravam os custos e gastos gerais da empresa. Todos sabem que o atual Prefeito Cesar Silvestri Filho, usou como plataforma de campanha questões sobre o transporte coletivo, entre elas, afirmou a possibilidade de redução da tarifa em sua propaganda eleitoreira. Com o aumento de 70% do salário do prefeito e de 100% do salário dos assessores, acreditamos ser possível o congelamento da tarifa para os antigos R$2, 20.

3. Acessibilidade.

O acesso ao transporte pelas pessoas com deficiência é deficitário. O Terminal da Fonte não possui estrutura para atender os deficientes visuais, não há orientações sonoras sobre os horários dos ônibus, ou um guia para conduzi-los aos seus ônibus desejados. Não há piso tátil, esse seria uma forma de facilitar a locomoção dentro do terminal. As rampas de acesso aos cadeirantes nos pontos de ônibus e no terminal estão irregulares, no terminal há apenas dois acessos para cadeiras de rodas e nem todos os pontos de ônibus possuem a rampa nas calçadas. A maioria das calçadas são onduladas, estreitas e não possuem rampas de acesso, o que impossibilita a circulação de pessoas com deficiência física. Estas normas estão contidas no Decreto nº5.296 de 2 de dezembro de 2004 e Guarapuava não está de acordo com elas.

4. Fim do Monopólio e Frota Pública.

Devido a falta de transparência na disponibilização das planilhas de custos da empresa Pérola do Oeste, ficou evidenciado a dificuldade em manter um diálogo aberto com a empresa. Com a frota pública, quebraríamos os 30 anos de monopólio e estaríamos mais próximos de uma realidade onde a operação do transporte coletivo na cidade, seria verdadeiramente público, gerido por uma cooperativa de trabalhadores e por um conselho de usuários. Eliminando o intermediário que hoje onera a passagem e o salário dos trabalhadores do transporte, o custo operacional cairia muito. Isso só seria possível se houvesse independência do patrimônio privado.

Assinaram a Carta: MPL Guarapuava, Fórum de Juventudes, DCE Unicentro, Coletivo Inquietude Livre, ANEL Guarapuava, ADUNICENTRO, LEVANTE Popular da Juventude,  CAHIS (Centro Acadêmico de História - Unicentro), CAGEO (Centro Acadêmico de Geografia - CEDETEG), Coletivo Liberdade Colorida, Cidadão Snucado, Associação de Moradores Bairro Jardim Pinheirinho


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