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Na primeira reunião do Grupo de Trabalho do Transporte Público Coletivo de Guarapuava, dados enviados pela Pérola são insuficientes para que se possa promover estudo. Grupo vai solicitar apoio técnico do Tribunal de Cont

30 de Julho de 2013 às 01:25:52




Confira na reportagem de Luan Chagas. Para ouvir, clique no player no link: http://www.cultura93fm.com.br/noticia.asp?id=25999

A primeira reunião do Grupo de Trabalho que vai analisar as receitas, despesas e lucros da empresa que detém a concessão do transporte coletivo em Guarapuava definiu novos pedidos de informações. O encontro foi nesta segunda-feira (29) na Câmara Municipal da cidade. De acordo com os representantes dos movimentos sociais, sindicatos e vereadores, faltam dados de fiscalização, como controle de catracas, número de linhas, relatórios de demonstrativos financeiros e contábeis e a número da frota de veículos. As solicitações serão encaminhadas para a empresa Pérola do Oeste, que pertence à Família Gulin e para a prefeitura.

A reportagem teve acesso aos dados enviados pela empresa. O documento aponta gastos, receitas divididas nas tarifas, números de passageiros e as formas de pagamento da tarifa. Até então foi proibido a divulgação dos dados, números e o próprio lucro com possibilidade ação judicial movida pela Pérola do Oeste.

De acordo com o presidente da Adunicentro (Sindicato dos Docentes da Unicentro), Denny William da Silva, os documentos enviados não são suficientes para conduzir os estudos que demonstrem a viabilidade da redução da tarifa ou implantação do Passe Livre estudantil. Outro aspecto preocupante é que o município não tem informações importantes sobre a fiscalização e controle da concessão, o que pode levar possibilidade de lesão aos usuários. Outra consequência, segundo Denny, é que o grupo de estudo fica dependente dos dados que a concessionária queira fornecer e pode levar o estudo a apresentar resultados que não são reais. Assim, foi aprovada na reunião de hoje que a Câmara de Vereadores solicite ao Tribunal de Contas do Estado que disponibilize técnicos que auxiliem os estudos e, se necessário, confrontar os dados fornecidos pela concessionária.

Foi aprovado o regimento interno do grupo de trabalho, cujo objetivo é organizar os estudos e relatório final, bem como foi constituída a Mesa Diretora, constituída pela Adunicentro, APP-Sindicato, Sisppmug, Câmara de Vereadores e DCE da Unicentro.

Na reunião, os participantes reclamaram da demora na entrega dos dados da empresa de transporte coletivo, o que dificultou nos estudos antes da reunião. Segundo o presidente da Câmara Municipal, o vereador Edony Kluber (PSD), a empresa só recebeu os ofícios via correio com aviso de recebimento.

Para a próxima reunião, que ocorre no próximo dia 15, a pauta será o debate sobre a qualidade do transporte ofertado e dos dados solicitados neste encontro. A empresa Pérola do Oeste, que faz parte do Grupo Gulin também é alvo de quatro ações civis públicas pelo Ministério Público em Guarapuava que pede a anulação do contrato de concessão que foi licitado em 2009. Segundo as ações, houve fraudes na licitação e o descumprimento do que foi definido no contrato elaborado entre a Prefeitura e a empresa. Mais de 20 pessoas estão envolvidas, incluindo o ex-prefeito da cidade, Fernando Ribas Carli e os proprietários da empresa.





Com edição da Adunicentro